Índice
OPUS: Prism Peak é um jogo narrativo onde acompanhamos um ex fotografo sem rumo na vida. O jogo é basicamente um walking simulator onde, vez ou outra, precisamos fazer escolhas e tirar fotos para progredir.
Narrativa
Após um acidente de carro, Eugene acorda sem saber onde está, encontra uma criança sem memórias e decide ajuda-la a voltar para casa. Durante a jornada, o protagonista esbarra com diversos espíritos em formas de animais que, de alguma forma, lhe remetem a algo do passado. A campanha segue uma pegada road trip e conforme nos aproximamos do objetivo, mais peças do passado de Eugene vão sendo apresentadas, junto de dicas sobre quem é a criança que encontramos.
Apesar de ter um viés meio melancólico, o jogo ainda consegue ser uma experiência extremamente agradável e aconchegante, sendo levemente agridoce. OPUS aborda várias problemáticas e consegue balancear bem o drama com momentos leves e descontraído sem deixar de lado a parte do mistério em relação a identidade da criança e o passado de Eugene.
O ritmo de OPUS: Prism Peak é meio lento, mas ao meu ver ele da tempo ao tempo e, consequentemente, abre espaço para que seja possível digerir melhor o que está sendo apresentado. A história aborda temas interessantes de forma criativa e faz questão que o jogador engaje com ela, periodicamente fazendo perguntas e solicitando fotos de coisas que retomam, agregam e expõem a história de alguns dos personagens.

Gameplay
O pilar mais importante do jogo é nossa câmera, usamos ela para registrar locais, pessoas, símbolos e objetos de interesse. Ao tirar uma foto, Eugene faz comentários referente ao conteúdo dela, sempre sendo algo referente ao seu passado. Quanto mais exploramos, mais vamos descobrindo sobre o passado do protagonista, somado disso temos um diário onde o protagonista faz anotações, sendo algumas delas preenchidas com ajuda do jogador.
A narrativa de Opus é repleta de elementos mágicos e espirituais, passando uma vybe bem parecida com filmes do Studio Guibli, dentre esses elementos acho interessante ressaltar os espíritos. No decorrer da campanha vamos encontrando espíritos em forma de animais falantes que tem um objetivo comum ao protagonista, encontrar o “seekeer”, esses espíritos são peça chave da história, uma vez que podem ajudar Eugine a se lembrar do passado e enfrentar os desafios atuais da jornada.
Uma coisa muito interessante é que, como na vida, deixamos passar muita coisa importante e o jogo tenta traduzir isso para gameplay. Você vai deixar passar uma foto importante, vai falar algo que algum personagem não vai gostar e o jogo não te da artifícios confortáveis para desfazer o erro. É praticamente impossível ficar perfeitamente alinhado com todos e resolver todas as questões que são abordadas corretamente na primeira jogatina e esses erros acabam complementando a mensagem que o jogo quer passar.

Conclusão
Opus: Pirsm Peak é uma jornada emocionante e poética sobre memórias, aceitação e propósito. O jogo foi uma grande surpresa, oferecendo visuais estonteantes junto de uma narrativa emotiva que pode até mesmo mudar a forma que você enxerga os “fantasmas do passado”. O jogo se propõe a ser uma experiência narrativa, então não espere nada mirabolante da gameplay, esse está longe de ser o foco dele. Infelizmente o jogo ainda não tem localização em PT-BR (27/04/2026).
Em suma, Opus: Prism Peak é uma escolha perfeita que gostam de jogos que vão além do entretenimento, entregando uma jornada aconchegante e, ao mesmo tempo, emocionante. Além disso, a dinâmica de lentamente preencher seu diário conforme vamos conhecendo o mundo é um complemento bem divertido que, além de agregar para a narrativa, aumenta um pouco a diversidade no loop de gameplay.

Opus: Prism Peak está disponível para PC e Nintendo Switch!
Confira o trailer de Opus: Prism Peak
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