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Resident Evil Requiem ou simplesmente RE9 é o aguardado nono capítulo da franquia da Capcom e chega com a missão de equilibrar dois pilares que sempre dividiram os fãs: o survival horror clássico e a ação mais intensa vista nos capítulos modernos. A boa notícia é que o jogo consegue unir esses dois mundos com segurança, entregando uma campanha sólida, mecânicas refinadas e personagens que se complementam em estilos completamente distintos.
Mas afinal: Resident Evil Requiem vale a pena? Vamos por partes. Mas já adianto: sim.
História: dois lados do horror

A trama acompanha Grace, uma agente investigadora do FBI enviada para investigar uma cena de crime no Hotel Wrendwood, o que tem relação a uma tragédia familiar, e pistas começam a revelar algo muito maior do que pensava.
Grace está presenciando os horrores biológicos pela primeira vez. Isso impacta diretamente o tom da campanha quando estamos no controle dela: o medo é mais presente, a vulnerabilidade é real e o ritmo é mais cadenciado.
Em paralelo, temos Leon, já veterano da franquia e figura central desde os eventos de Resident Evil 2. Aqui, ele surge movido por um objetivo pessoal envolvendo assassinatos e um novo nome por trás dos acontecimentos: Victor Gideon.
Sem entrar em spoilers, a alternância entre os dois personagens mantém o ritmo interessante. A maior parte inicial tende a focar em Grace, enquanto Leon assume sequências mais longas e intensas conforme a história avança. O equilíbrio funciona e evita que a campanha fique repetitiva.
Gameplay: survival horror e ação em perfeita alternância
Um dos maiores acertos de Resident Evil Requiem é sua gameplay dividida entre dois estilos bem definidos.
Grace: tensão, escassez e sobrevivência

Com Grace, o jogo abraça o survival horror de forma mais direta. A personagem utiliza:
- Pistola como arma principal
- Itens de distração para evitar confrontos
- Sistema de crafting baseado em coleta de sangue
A grande novidade é o coletor de sangue. Ao eliminar inimigos, é possível extrair sangue e utilizá-lo para criar itens, desde que as receitas já tenham sido descobertas. Entre os itens possíveis estão:
- Esteroides
- Dispositivo hemolítico
- Munição
Essa mecânica adiciona uma camada estratégica interessante, incentivando o jogador a decidir entre gastar recursos ou guardá-los para momentos mais críticos.
Com Grace, o sufoco é constante. A escassez e a tensão tornam cada encontro mais imprevisível.
Leon: experiência, agressividade e versatilidade

Já com Leon, o jogo muda de tom. Aqui, a ação é mais direta e intensa.
O combate corpo a corpo ganha destaque graças ao Machado Tático, que permite atacar, mas defender ataques e abrir espaço para contra-ataques, tornando o combate mais dinâmico.
No arsenal, Leon conta com:
- Espingarda
- Submetralhadora
- Fuzil
- E o novo Revólver Requiem
Mas isso é só o começo.
O Revólver Requiem é uma das armas mais impactantes do jogo, com alto poder de dano e capacidade de atingir múltiplos inimigos em linha. Em certos momentos, ele se torna decisivo para sobreviver a confrontos mais pesados.
Alternar entre Grace e Leon cria uma experiência variada e evita a sensação de repetição. É como jogar dois ritmos diferentes dentro da mesma campanha, o que é ótimo.
Duração da campanha
Jogando pela primeira vez no modo Padrão (Moderno), equivalente ao normal, a campanha levou cerca de 18 horas no total. O tempo cronometrado pelo jogo marcou 11 horas e 48 minutos.
Essa diferença acontece por pausas, gerenciamento de inventário e momentos fora do progresso direto da campanha.
Não foge do tempo médio da franquia e entrega uma experiência satisfatória. Ainda assim, não seria ruim se fosse um pouco mais longa.
O fator replay é presente, especialmente com:
- Desbloqueio de armas
- Munição infinita
- Conquistas adicionais
Buscar esses extras facilmente adiciona mais 10 a 15 horas de jogo.
Modos adicionais e conteúdo pós-lançamento
Atualmente, Resident Evil Requiem conta apenas com a campanha principal. Não há modos extras no lançamento.
Considerando o histórico da franquia, seria interessante ver no futuro:
- Um modo Mercenários gratuito
- Uma campanha adicional via DLC paga
O jogo claramente tem base para expansão, e modos extras aumentariam ainda mais sua longevidade.
Ambientação e direção artística
A variedade de cenários de Resident Evil Requiem é um dos pontos altos. É ótimo a mudança de cenários ao decorrer da campanha. No início, um cenário mais castrofóbico, o que impacta ainda mais com o perfil da Grace. Mais algumas horas depois, e você se encontra passando por uma cidade arruinada, o quê, adivinha só? Impacta mais ainda com o perfil de Leon.
Isso ajuda a manter a experiência sempre fresca e incentiva revisitas para explorar detalhes que passam despercebidos na primeira jogatina.
A ambientação consegue ser imersiva, com excelente construção de atmosfera. É inegável o trabalho bem feito.
Gráficos e desempenho no PC

Jogando no PC, a performance de Resident Evil Requiem foi extremamente satisfatória.
Configuração utilizada:
- Resolução 4K usando DLSS no Desempenho
- Ray Tracing no Alto
- Sem uso de Path Tracing
Após ajustes gráficos, o jogo manteve quadros estáveis durante praticamente toda a campanha. Algumas quedas de FPS ocorreram em situações específicas, mas nada que comprometesse a experiência. Algumas instabilidades ao decorrer da campanha.
Não houve:
- Bugs perceptíveis
- Travamentos
- Crashes
A otimização é sólida, mas como sempre, é importante verificar os requisitos recomendados antes da compra.
Dublagem em português brasileiro
Resident Evil Requiem mantém a excelente tradição recente da franquia com dublagem em português brasileiro.
Os dubladores seguem a linha estabelecida desde Resident Evil 4, garantindo continuidade e familiaridade.
O único ponto negativo é que a mixagem parece um pouco mais baixa em comparação ao áudio original. Nada que um ajuste de volume não resolva, mas é perceptível.
Preço: vale?
No PC, o jogo foi adquirido por cerca de R$ 240 na Nuuvem. Nos consoles, o valor tende a ser mais elevado.
É inegável que o preço pode ser um fator limitante. Porém, considerando:
- A qualidade da campanha
- O fator replay
- As possibilidades de desbloqueios
- O potencial de futuros conteúdos
O valor pode se justificar, especialmente para fãs da franquia ou para quem pretende revisitar o jogo mais de uma vez.
Resident Evil Requiem vale a pena?
Sim.
Resident Evil Requiem entrega uma campanha consistente, gameplay variada, boa duração e excelente desempenho técnico. A alternância entre Grace e Leon é o grande diferencial, trazendo tanto o terror psicológico quanto a ação intensa em doses equilibradas.
Ainda que faltem modos adicionais no lançamento, o jogo estabelece uma base sólida e mostra que a franquia continua evoluindo sem perder sua essência.
Para fãs da série e para quem busca uma experiência que mistura tensão, estratégia e combate intenso, Resident Evil Requiem é uma recomendação fácil.
Resident Evil Requiem está disponível para Xbox Series X|S, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e PC, via Epic Games Store e Steam. Confira o site oficial por aqui.
Assista à campanha completa no YouTube
A campanha completa de Resident Evil Requiem já está disponível no canal. Se você quiser ver a história do início ao fim, conferir a gameplay de Grace e Leon ou tirar dúvidas antes de comprar, o vídeo está logo abaixo.
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