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The Surge 2 é a sequência direta de The Surge, trazendo a continuação da história introduzida pelo primeiro game, e dando prosseguimento às consequências do misterioso surto que deu origem ao universo da IP.
Antes de mais nada, gostaria de agradecer à Focus Home Interactive por ceder o game para tornar esta análise possível. Sem enrolação, aqui vão minhas opiniões sobre o game.
Visão Geral
O game é essencialmente uma versão expandida, em diversos aspectos, da experiência que tivemos em The Surge, com cenários mais extensos, mais caminhos a percorrer, mais armas, mais estilos de luta, e é claro, mais inimigos e chefes. Com uma nova história e um novo mundo a explorar, o game traz a mesma fórmula, porém estendida com novas possibilidades ao mesmo tempo mantendo o formato que consagrou a série.
Gameplay/Mecânica
As mecânicas centrais do jogo, como no original, são o combate corpo-a-corpo com armas brancas e o exoesqueleto que confere ao jogador força, mobilidade e resistência suficientes para empunhar tais armas e lutar efetivamente. O sistema de combate, porém, foi melhorado significativamente, com novos elementos sendo introduzidos. Duas das novas mecânicas, que se assemelham muito ao formato de luta visto em Sekiro: Shadows Die Twice, são o ataque carregado, que permite ao jogador concentrar forças num ataque mais poderoso, e o bloqueio direcional (bem parecido com o sistema de For Honor), que é em essência o famoso parry, que inclusive atordoa os inimigos quando executado dentro do timing, recompensando o jogador com uma boa janela para atacar.

Além dos novos elementos de combate, também foram adicionados novos tipos de armas, que completam e expandem as animações e movesets disponíveis ao jogador. Os tipos que retornam são:
- Twin-rigged: que se encaixam diretamente no chassis do exoesqueleto, possibilitando os ataques mais velozes do game;
- One-handed: armas empunhadas por uma mão, que geralmente se comportam como espadas com agilidade e dano médios;
- Staff: armas no formato bastão, que são geralmente rápidas e possuem um bom alcance;
- Single-rigged: que se encaixam em apenas um dos braços no chassis, e possibitam ataques lentos, porém poderoso;
- Heavy-duty: que são armas pesadas, lentas e difíceis de manobrar, mas que oferecem o maior dano possível;
Já os novos são os seguintes:
- Spear: no formato de lanças, semelhante ao formato Staff, mas com novos movimentos de impalamento;
- Hammer: semelhante ao formato One-Handed, mas causando mais dano à estabilidade dos adversários;
- Punching-gloves: com ataques bastante rápidos, ótimo para execução de combos, mas com menor impacto ao chassi dos inimigos;
- Double-duty: um estilo híbrido que combina o uso de uma arma empunhada por mão com a união das duas armas em uma única que se comporta de maneira semelhante ao estilo Heavy-duty.
Além das armas, também retorna a mecânica de armaduras, que permite ao jogador aumentar seus stats de defesa contra ataques inimigos, e também tirar proveito dos diversos bônus quando um set completo é equipado em seu chassis. A mecânica de desmembramento de inimigos também retorna, recompensando o jogador com diversos blueprints que podem ser utilizados para fabricar novas armas, novas peças de armaduras e também melhorá-las com peças específicas.

Retornam também os drones, que tiveram suas funcionalidades reimplementadas com novas mecânicas, dando a eles novos usos, como armas de fogo, inclusive introduzindo um tipo de munição especial utilizado apenas por eles.

Retornam também elementos-chave do desenvolvimento do personagem, como o uso de implantes para que o jogador crie seu próprio set de habilidades, o acúmulo de tech scrap para elevar o nível do chassis, e também o destravamento de novos slots de implantes conforme o nível for aumentando, além da tradicional mecânica de perder todo o tech scrap acumulado quando seu personagem morre, com a possibilidade de recuperá-lo após um certo tempo limite. A novidade é que agora, a cada nível alcançado com tech scrap, o jogador recebe pontos que podem ser investidos em três características fundamentais do personagem: vitalidade, energia do chassis ou resistência, o que aumenta as possibilidades de customização, permitindo que o jogador crie sua build específica baseado nestes stats.

O combate segue a tradição iniciada pelo primeiro game, com um sistema de lock-on que dá ao jogador a liberdade de escolher que parte do corpo do inimigo quer atacar para acumular energia e cortar a parte do corpo escolhida, porém novos elementos foram introduzidos para tornar as lutas no jogo ainda mais desafiantes. Uma delas é que durante o combate, o inimigo pode se enfurecer, o que lhe confere diversos buffs que os deixam mais perigosos, especialmente para o jogador iniciante.

Outra novidade é a possibilidade de vingar outros jogadores quando estes forem derrotados por um inimigo específico. Sim, em The Surge 2, jogadores podem interagir desta, e de diversas outras maneiras. Ainda que o game não possua, infelizmente, nenhuma forma de multiplayer real, a interatividade entre os jogadores é bastante explorada dentro do gameplay. Há o sistema de tags, que permite a todos os jogadores adicionarem mensagens nos locais do jogo, usando figuras, alertando a todos sobre um potencial perigo, ou uma área de interesse que contenha um item, por exemplo.

Falando em locais do jogo, o ambiente em que The Surge 2 se passa não é mais a empresa CREO, onde o jogador fica confinado durante todo o tempo no jogo original, mas Jericho, uma enorme cidade com diversos caminhos exploráveis. A linearidade dos mapas do jogo continua uma constante, porém diversas rotas alternativas foram introduzidas, dando uma maior sensação de liberdade ao jogador comparado a como era no título anterior.

Outra novidade, e que aliás achei muito legal, é a possibilidade do jogador criar seu próprio personagem usando um conjunto de opções que é um pouco limitado, mas suficiente, incluindo escolher o seu sexo, e sua roupa inicial.

Enredo
The Surge 2 segue uma linha narrativa diferente do original, iniciando a história com um personagem genérico, introduzido como o único sobrevivente de um acidente aéreo causado por um foguete, mas que vai ganhando relevância conforme a trama do jogo se desenrola. Assim como no primeiro game, a interpretação do jogador é o mais forte elemento narrativo, deixando o mistério pairar no ar sem que tudo esteja devidamente explicado.
Audiovisual
Honrando o legado de seu antecessor direto, o game traz uma grandiosa experiência audiovisual, com músicas e sons inspirados na temática distópica adotada. Os ambientes retratados no jogo são visualmente muito bonitos e bem construídos, e, como os locais visitados agora são menos claustrofóbicos, é possível perceber cenários mais coloridos e vibrantes.
Performance/Bugs
Aqui vou tocar em alguns pontos que realmente me desagradaram. O jogo foi lançado com um bug gráfico que causava problemas sérios de renderização, tornando o jogo impossível de jogar, e este bug levou alguns dias após o lançamento para ser corrigido, e considerando que sou grande fã da IP, me frustrei em demasia por ser privado do tão aguardado jogo no momento do lançamento devido a este problema.
Outro detalhe que é importante mencionar é que a engine está muito mais exigente em questão de performance, e diferente do seu antecessor, o nível de otimização está bem baixo, exigindo hardware top de linha que é incompatível com os requisitos de sistema razoáveis exigidos pelo game original.
Apesar de tudo, os desenvolvedores têm estado comprometidos a corrigir esses problemas entregando patches regularmente.
The Surge 2 está disponível para PC, Xbox One e Playstation 4.
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