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Demon Tides é continuação de Demon Turf, o jogo é um plataforma 3D collectathon com uma dinâmica de mundo semi-aberto, sendo separado em 3 áreas. Além de ser mais focado na exploração, Demon Tides diferencia-se de seu antecessor por não usar mais modelos 2D para os personagens (mas é possível ativar um item para simular os visuais do primeiro jogo na protagonista).

Exploração
Demon Tides confia muito no jogador, após passar por um tutorial básico apresentando os atalhos de movimentação, já somos jogados no mar para explorar livremente as ilhas em busca de itens até bater uma meta para desbloquear outra área do mapa. Apesar da sua não linearidade, o jogo ainda consegue conciliar uma história até que interessante, sendo desenvolvida principalmente ao encontrar o chefe da zona e algumas ilhas específicas onde ocorrem flashbacks.
Logo no início já temos acesso a todos os movimentos essenciais do jogo, então raramente será necessário fazer algum tipo de backtracking nas ilhas, uma vez que a avassaladora maioria delas não necessita de nenhum tipo de aprimoramento adicional para ser completada 100%. Ainda sobre completar as ilhas, o jogo é muito bem orientado nesse sentido, oferecendo um recurso para identificar itens próximos e missões secundárias fáceis de identificar graças ao escopo pequeno das ilhas.
Um problema referente ao mundo aberto de Demon Tides fica nos visuais, para otimizar o jogo, ilhas distantes não são reenderizadas e ficam sendo representadas por uma espécie de PNG de silhueta da ilha, o problema é que muitas vezes essa silhueta não condiz com o formato da ilha e é necessário chegar relativamente perto para a ilha de verdade aparecer, é como se ela simplesmente spawnasse do nada. Além disso, os visuais do jogo deram uma melhorada considerável em relação ao primeiro, mas ainda acho que a identidade visual num âmbito geral deixa a desejar, principalmente em relação ao design de NPCs e cenários que, por sua vez, tendem a ser “em sal”, bagunçados e em alguns casos ficam com um filtro horroroso na tentativa de mudar a vybe/atmosfera do local.

Gameplay
Beebz, conta logo de início com todas as mecânicas de movimentação essenciais, mas conforme vamos explorando, são liberados itens que alteram alguns movimentos da personagem, tipo pulo trilho, planar mais alto, criar plataformas temporárias e por aí vai. Outra coisa interessante que o jogo faz em relação a gameplay é dar a liberdade para o jogador colocar um checkpoint manual, isso facilita bastante segmentos de plataforma mais exigentes, tornando-os menos punitivos e frustantes.
Um problema que tive com o jogo foi referente a física dele, a protagonista tem uma aceleração BEM alta em certas habilidades, por conta disso acaba sendo BEM comum você fazer saltos que excedem a distância planejada. Outra consequência da aceleração alta é que, você pode acabar acertando a plataforma, mas por conta da velocidade de Beebz você vai simplesmente deslizar como um sabonete para fora dela. A alta velocidade facilita muito a locomoção de uma ilha para outra, mas infelizmente isso acaba sendo custoso em relação a precisão, que ao meu ver é um fator crucial em um jogo de plataforma.
Outro problema do jogo é em relação a câmera, é bem comum em certas áreas objetos colidirem com a câmera e barrarem de alguma forma nossa visão, infelizmente o jogo lida mal com isso e diversas vezes acaba prejudicando nossa precisão, uma vez que temos de fazer um “pulo cego” consequentes dessa adversidade. A câmera também define a forma que certos inputs devem ser feitos e, por conta disso, movimentos como o de escalar paredes acabam sendo uma tortura caso tenha algo limitando o seu controle da câmera.
Apesar de trivial, o jogo entrega também um sistema “online” que permite a interação indireta entre jogadores. É possível fazer grafites no mapa que ficam visíveis para outros jogadores, isso abre a possibilidade de deixar ou encontrar dicas de onde tem algum baú escondido ou um aviso de algo difícil que está por vir. Outra integração do online fica em relação a speedrun, é possível acessar um placar de liderança e competir com o fantasma de outros jogadores para ver quem completa uma ilha mais rápido, assim instigando uma certa rejogabilidade para aqueles que curtem este tipo de disputa.

Conclusão
Demon Tides é uma evolução clara em relação ao seu antecessor, apresentando melhorias notórias a primeiro contato e novidades super bem-vindas. Contudo, o jogo muitas vezes passa a sensação de que faltou polimento e, ao meu ver, tem cenários com visuais muito bagunçados e pouco cativantes esteticamente. Felizmente as qualidades ainda sobressaem os problemas, Demon Tides é um jogo charmoso, divertido e como collectathon, entrega uma experiência bem agradável que respeita a liberdade do jogador.
Demon Tides está disponível para PC via Steam e tem previssão de lançamento para Nintendo Switch.

Confira o Trailer de Demon Tides
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