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Análise de Granblue Fantasy Relink: vale a pena?

por Fábio Cipriano
Publicado em Atualizado em 11 minuto(s) de leitura
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Um resumo rápido

Granblue Fantasy Relink morou gratuitamente em minha mente por alguns anos, e, em sua chegada, o hype já estava descontrolado. A premissa de um JRPG com tantos personagens jogáveis assim me deixou ansioso pelo seu lançamento, e finalmente, aqui estamos nós. Então, posso afirmar: Granblue Fantasy Relink é, com certeza, um dos JRPGs já feitos!

Grande em promessa, o título falha em muitos aspectos básicos que tornam a experiência frustrante, em contramão, acerta em seu sistema de combate, que é, sem dúvidas, o ponto forte do título. Fique tranquilo, irei elaborar logo abaixo. Então, pegue uma xícara de café ou chá e venha comigo nessa jornada.

Uma grande jornada, repleta de tropeços

Sim, eu concordo. É difícil encontrar algum jogo que tenha uma história envolvente e surpreendente nessa altura do campeonato, mas a trama de Granblue Fantasy Relink comete todos os pecados capitais dos JRPGs e basicamente existe em cima deles. A história é, sem dúvidas, a parte mais chata de Granblue Fantasy Relink, e quase consegue afundar com as qualidades do título.

Clichês e reviravoltas esperadas recheiam a trama em uma quantidade irritante, desde aqueles icônicos inimigos que sempre fogem ao perderem e voltam mais tarde até ao famoso “poder da amizade” tão conhecido em animes e mangás. E sim, eu sei que eu deveria esperar essas características por se tratar de um jogo japonês, mas acredito que poderiam colocar um esforço a mais para dosarem ou até apresentarem esses clichês de forma mais interessante e dinâmica.

Parece Gacha! É Gacha, é?

Meu olhos até brilham para responder isso: NÃO!

Por mais que pareça, Granblue Fantasy Relink não se encaixa no formato de Gachas. A forma que temos de liberar mais personagens é com o Cartão de Tripulação, com ele é possível escolher qual personagem desbloquear. Infelizmente não há a opção de treinar com o personagem com intuito de conhecer seu moveset e mecânicas antes da aquisição e cheguei a me arrepender depois de ver as mecânicas de um certo personagem.

Não é complicado de adquirir mais Cartões de Tripulação, simplesmente seguir pela história já irá render vários e ainda é possível adquiri-los através de missões secundárias.

Quero só as personagens fofas!

Te conheço bem, caro leitor de cultura elevada.

Os personagens são cativantes, e são explorados de uma forma interessante. As “Missões de Destino” são pequenas missões com foco apenas no personagem escolhido, contando sobre sua história antes de se juntarem à tripulação do GrandCypher. Em sua maioria são apenas pequenas histórias contadas através de textos, mas em pontos críticos são missões em que o jogador controlará o personagem para completar uma missão, normalmente curta.

Ao completar essas missões o personagem recebe bônus em seus atributos, como aumento de ataque ou até um espaço a mais para equipar selos. Devido a essa fórmula é interessante descobrir a história de alguns personagens e ainda por cima ganhar bônus que os deixam mais fortes.

Me diz aí o que mais gostou em Granblue Fantasy Relink

Pode deixar,meu consagrado!

Granblue Fantasy Relink é muito agradável visualmente e uma das coisas que gostei muito foi de o título possui um visualizador 3D. Assim é possível ver os modelos dos personagens, inimigos e até armas de forma clara e fácil, fica ótimo para tirar screenshots.

A parte do combate foi a melhor parte, já que é aqui que fica o foco do loop do jogo. O combate é fluido e muito estiloso, porém tem um problema crítico: é muita luz, parceiro! Quando há quatro guerreiros, que lançam ataques cada vez mais luminosos, se juntam é difícil entender o que está rolando na tela, é extremamente confuso se encontrar no meio de tanta bagunça luminosa. Isso sem falar na câmera que é bem caótica, tanto com trava ou sem trava; a câmera simplesmente ganha vida própria e você que se lasque.

E o que menos gostou?

A campanha de Granblue Fantasy Relink é realmente difícil de aguentar; os conteúdos que ela oferece são mal organizados e inorgânicos. Fiquei espantado depois de 6 capítulos da campanha (umas 10 horas de jogo); haviam me disponibilizado, no máximo, 15 side-quests, oferecidas como pedidos de moradores. A esse ponto, eu já havia entregado quase todas e não havia mais nada a se fazer além das missões principais

A exploração é uma das partes mais fracas do jogo, já que tudo se resume em ir de ponto A até ponto B enquanto pega alguns pontinhos brilhantes no cenário. Porém em um título que é mais focado em missões individuais, não acredito que isso seja um grande problema.

Ao jogar por bastante tempo me senti como se estivesse jogado 10 horas de Hellblade: Senua’s Sacrifice. São tantas vozes durante a jogatina que é difícil de acompanhar em alguns momentos e, em outros, é absolutamente irritante. Muitos desses momentos são durante uma batalha intensa, um personagem começa a falar sem parar enquanto você tem que desviar de ataques, curar a vida e ajudar um companheiro caído. Em outros momentos o jogador pode estar explorando um cenário e os NPCs simplesmente não calam a boca. Esse ruído constantemente na cabeça do jogador é exagerado e tira a imersão.

Confesso, houve momentos em que fechei Granblue Fantasy Relink por não aguentar as vozes dos personagens falando; ou coisas que não ligo ou coisas que não posso prestar atenção. Não há uma opção para diminuir o falatório, pois a única opção oferecida é o volume dos diálogos gerais, o que deixa sem vozes na luta e sem vozes nas cutscenes.

Tive pouco contato com a parte Multiplayer, mas pude experimentar algumas partidas rápidas. Pra mim aqui o problema é que, se seu personagem estiver em um nível elevado, ele será “capado” para ficar igual aos outros jogadores. Ao meu ponto de vista, isso vai contra a ideia base do título, que é sempre deixar seu personagem mais forte. Nessa parte de “Missões rápidas” não é possível escolher o nível de dificuldade; você é inserido em uma missão aleatória. Então fica fora do controle do jogador jogar com o personagem “capado” ou não. Não vi muito apelo em jogar multiplayer a não ser que seja em um esquadrão fechado.

Então dá o veredito aí!

Granblue Fantasy Relink tem muito potencial que é soterrado por más escolhas durante a campanha arrastada e sua má distribuição de conteúdo. Quando a campanha chegou ao seu fim foi como se eu tivesse sido libertado das correntes do clichê e falta de conteúdo, e aí sim o jogo pega no tranco e fica bastante divertido. Ou seja, se você não se importa com uma campanha arrastada e entediante, com certeza irá se divertir com o jogo.

Mesmo com os pontos negativos eu gostei de Granblue Fantasy Relink e recomendo sim para quem tem interesse no título, mas com um porém: comprem quando estiver em alguma promoção. Acredito que o verdadeiro chamativo do jogo se encontra no End-Game e, ao meu ponto de vista, isso é um problema que pode afastar muitos jogadores.

Granblue Fantasy Relink foi lançado em 01 de Fevereiro de 2024 e está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4 e PC, plataforma usada para a resenha do jogo.

LEMBRE-SE!

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Agradeço a Nuuvem, distribuidora do jogo na América Latina, por fornecer a cópia antecipada para resenha.

Granblue Fantasy Relink

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