Página Inicial AnálisesAnálise de Clive Barker’s Hellraiser: Revival: Um jogo mediano mas, ao mesmo tempo, uma excelente novidade da franquia

Análise de Clive Barker’s Hellraiser: Revival: Um jogo mediano mas, ao mesmo tempo, uma excelente novidade da franquia

por exleandro
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Hellraiser: Revival é o primeiro jogo da franquia Hellraiser, tendo como destaque a participação de Clive Barker [o pai da franquia] na produção do jogo, que por sua vez ajudou a contar uma história original dentro do universo dos cenobitas. Desenvolvido e publicado pela Saber Interactive (dev de A Quiet Place: The Road Ahead e Space Marine 2), o jogo é um survival horror linear com fortes inspirações em Resident Evil 7.

Clive Barker’s Hellraiser: Revival inicialmente me deixou apreensivo, é um título licenciado e um AA feito na Unreal, uma combinação perfeita para resultar em um jogo “feito com as coxas”. Hellraiser felizmente me fez morder a língua, o jogo apresentou pouquíssimos problemas durante minha jogatina, só tive bugs visuais triviais e um problema para obter uma das conquistas.

Gameplay

Infelizmente quando entramos no âmbito da gameplay em Hellraiser: Revival, não há muito a ser destacado, o jogo faz o básico e, infelizmente, não tem chefes ou puzzles tão memoráveis. Referente ao combate, enfrentamos no decorrer do jogo fanáticos sadomasoquistas e, pontualmente, algumas criaturas humanoides com um arsenal de facas, porretes, armas de fogo e algumas magias que permitem usar coisas do cenário a nosso favor. O combate sofre com um problema de feedback bem peculiar, mesmo tendo desmembramento bem detalhado, o jogo não consegue passar bem a sensação de impacto dos golpes e muitas vezes parece que estamos batendo em um pedaço de borracha ambulante e não em uma pessoa e/ou amontoado de carne.

No que diz respeito a exploração, o jogo segue uma estrutura linear bem engessada e estruturada por capítulos. Dado essa abordagem, o jogo não exige e nem permite backtracking, encerrar o capítulo significa nunca mais voltar para a área que acabamos de “terminar”. Dado a linearidade do jogo, os puzzles acabam sendo bem diretos ao ponto, demandando pouquíssimo esforço para encontrar a dica ou solução do mesmo. Uma coisa boa que saiu desta linearidade é a densidade de detalhes nos cenários, a ambientação do jogo é simplesmente impecável e lotada de detalhes interessantes [e quase sempre extremamente depravados].

Clive Barker’s Hellraiser: Revival não da muito espaço para exploração, mas ainda consegue recompensar o jogador que revira cada cantinho que pode. Alguns recursos e melhorias só podem ser obtidos ao conseguir um código, que por sua vez só pode ser descoberto através de arquivos e detalhes do cenário. Mesmo sendo em sua maioria fáceis, essa dinâmica de ativamente ter que encontrar a solução acabava sendo bem divertida e recompensadora.

História

Durante uma noite calorosa, Aiden e Sunny acabam acidentalmente(?) invocando os cenobitas ao usar o cubo para apimentar o momento. Os cenobitas nocauteiam Aiden e levam sua namorada embora para a dimensão deles, para piorar o protagonista acorda dopado em um calabouço de uma espécie de seita devota dos cenobitas. Após se recompor, Aiden vai em busca de meios para entrar no labirinto dos cenobitas e trazer sua amada Sunny de volta.

A narrativa do jogo aborda temas pesados e é repleta de cenas explícitas, sem filtro algum. Conforme progredimos no jogo, vivenciamos algumas memórias de Aiden e, aos poucos, vamos juntando as peças para expor a verdadeira faceta de relação dos dois. Mesmo contendo temas interessantes e se dando o liberdade para mostrar o que deve ser mostrado, o final do jogo acaba deixando a desejar e é bem previsível em certos pontos.

Por ser uma história original, não é necessário conhecimento prévio da franquia para aproveitar Hellraiser: Revival. O jogo entrega uma experiência interessante para novatos da franquia e é um prato cheio para quem é fã. Graças ao envolvimento de Clive Barker no jogo, ele é extremamente respeitoso com a franquia e, indiscutivelmente, é uma das melhores obras da franquia.

Conclusão

Hellraiser: Revival joga no seguro em relação a gameplay e acaba não tendo muitos destaques referente a isso, mas em compensação a estética e mitologia são extremamente bem aproveitados do começo ao fim. Comparando com outros survival horror, não sobra muito holofote para Hellraiser, mas ainda sim é seguro afirmar que é uma jogatina indispensável para quem curte a franquia.




Hellraiser: Revival está disponível para PC, Playstation 5 e Xbox Series.

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