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Análise de Street Fighter 6: O retorno do gigante das lutas

por Fábio Cipriano
Publicado em Atualizado em 10 minuto(s) de leitura

1 Hadouken, 2 Hadouken… 6 Hadouken????

Street Fighter 6 chegou causando um alvoroço maior do que aquele seu gato maluco na madrugada. A estratégia de marketing do jogo recebeu um grande impulso com a liberação da customização de personagens durante o primeiro Beta fechado, permitindo que os jogadores criassem verdadeiras aberrações ou reproduzissem fielmente seus personagens favoritos. Essas criações bizarras ou autênticas aumentaram consideravelmente a expectativa em torno do jogo. Agora, finalmente, temos o produto final em mãos e chegou a hora de avaliar e descobrir o que ele tem a oferecer. Acompanhe-me pelas ruas de Metro City nesta resenha do meu jogo mais aguardado do ano. Vamos à luta!

Street Fighter 6: Juri
Juri-han

Abre a porta que tá na hora da pancadaria!

Street Fighter sempre foi uma amada franquia de jogos de luta e conquistou uma base de fãs dedicada ao longo das décadas. No entanto, o título enfrentou o desafio comum de atrair novos jogadores. Com isso em mente, a equipe de desenvolvimento criou o modo World Tour, que essencialmente é um modo história com o objetivo de ajudar os jogadores iniciantes a se familiarizarem com os conceitos presentes em um jogo de luta.

Essa estratégia teve um impacto significativo e conseguiu chamar muita atenção para o jogo, tornando-o mais acessível para novos jogadores. Vamos analisar esse modo com mais detalhes em breve, então se segura aí!

Street Fighter 6: Chun-Li
Chun-Li

Vai! Começa a falar aí que daqui uns 15 minutos meu Hadouken tá pronto

Se segura aí, Ryu da roça!

Vou começar pelos aspectos negativos porque acredito que sejam pontos importantes a serem destacados. Street Fighter 6 é um excelente exemplo de um jogo espetacular que sofre com decisões tomadas não pelo time de desenvolvimento, mas sim pelos executivos.

O primeiro indício disso, pelo menos para os jogadores de PC, foi a inclusão do infame Denuvo. Esse software antipirataria tem sido a causa de diversos problemas de desempenho em inúmeros jogos para PC. Em um jogo de luta onde a fluidez é fundamental, é preocupante inserir algo que possa prejudicar a experiência do jogador.

Pessoalmente, meu maior problema com o Denuvo foi a confirmação de sua presença apenas dois dias antes do lançamento. Isso deveria ter sido informado desde o início das pré-vendas. Essa falta de transparência foi decepcionante, pois a inclusão do Denuvo é sempre vista como algo negativo.

Outro aspecto negativo é o famoso “Passe de Batalha”, aqui chamado de “Passe de Luta”. Um jogo que custa R$250 e que já terá inúmeras DLCs não deveria enfrentar mais esse problema, mas aqui estamos.

Street Fighter 6: Ryu
Ryu

Tá mais leve? Agora fala do jogo, infeliz!

Foi mal, foi mal. Só queria desabafar.

Agora vamos falar de coisas positivas, vamos falar sobre o novo modo World Tour. Nele, o jogador pode criar seu próprio personagem usando uma ferramenta de criação ampla e quase ilimitada, o que pode levar a algumas criações bastante peculiares. É difícil criar um personagem apresentável devido ao tamanho da tentação de avacalhar tudo.

Dentro de Metro City, é possível encontrar mestres que guiarão o jogador em sua jornada, ensinando-lhe seu estilo de luta. Além disso, há mini-jogos que utilizam mecânicas com o objetivo de familiarizar o jogador com comandos e conceitos do jogo. À medida que a afinidade com o mestre aumenta, o jogador ganha acesso a missões secundárias e partes da história de cada personagem, além de recompensas, como roupas adicionais, que só podem ser obtidas alcançando a máxima afinidade.

O modo World Tour possui alguns problemas, como a falta de dificuldade, uma história extremamente tediosa e arrastada, e principalmente sua performance, que é no mínimo ridícula (obrigado, Denuvo). No entanto, apesar desses problemas, o modo cumpre sua proposta de ser uma introdução para aqueles que nunca jogaram um jogo de luta. Para os veteranos, o modo serve apenas para desbloquear roupas adicionais para os personagens, sem oferecer muito mais além disso.

Street Fighter 6: personagem horroroso
Meu personagem aprendendo com a Cammy

E na hora de sair na mão? Funciona ou não?

Você é um grande poeta, caro leitor!

Felizmente, no seu âmago, Street Fighter 6 é uma obra-prima. Em todos os aspectos, o jogo brilha e se estabelece como possivelmente o melhor jogo de luta da última década. Pelo menos até agora, é claro!

As animações são incrivelmente fluidas, o design dos personagens é cativante e os golpes têm uma sensação de peso que é ao mesmo tempo acentuada e satisfatória. Embora os gráficos não sejam uma obra-prima, a direção de arte aproveita bem seus recursos e tudo é agradável aos olhos. O sistema de Drive é extremamente divertido de experimentar e oferece uma ampla gama de possibilidades de jogo para cada jogador. E isso sem mencionar a cereja do bolo: o Netcode.

O Netcode adotado em Street Fighter 6 é, até agora, o melhor do mercado. É possível jogar sem problemas entre regiões, como América Latina e América do Norte, por exemplo. Eu até testei a conexão com servidores europeus e joguei algumas partidas com poucos problemas. É realmente um salto impressionante em relação ao Netcode de Street Fighter 5. A Capcom teve alguns problemas com seus servidores na primeira semana de vida do jogo, mas aparentemente tudo está funcionando bem agora.

Street Fighter 6: Cammy
Cammy

Tenho medo de jogar online, cara. O povo é viciado!

Deveria ter medo mesmo, perdi 10 seguidas e fui pro canto do quarto chorar.

Ao contrário do lançamento de Street Fighter 5, que contava apenas com o modo online, Street Fighter 6 é recheado de modos alternativos. Além do mencionado modo World Tour, temos também o modo Arcade, Treino, Batalha Extrema, Testes de Combo, Guias de Personagens e Batalha em Time. Portanto, mesmo que você não se sinta pronto para jogar online, há muitos modos nos quais você pode se divertir e se preparar.

Esses modos extras são bastante divertidos e são ótimos para jogar com amigos em casa, já que são modos mais descontraídos e casuais. Eles oferecem uma ótima maneira de se divertir e aproveitar o jogo, mesmo sem se envolver no aspecto competitivo online.

Street Fighter 6: Marisa
Marisa

Opa, então a gente vai se encontrar para trocar alguns socos?

Claro, meu querido. Só ajeita o Kimono e bota luva que a gente se tromba aí!

Street Fighter 6 é um jogo de luta quase perfeito e uma excelente porta de entrada para novos jogadores. Infelizmente, as práticas monetárias adotadas pela Capcom levantam dúvidas, no mínimo, sobre suas intenções futuras. Isso me deixa apreensivo em relação aos próximos lançamentos da empresa.

O novo sistema de Drive traz uma profundidade e diversão incríveis ao jogo. O modo World Tour é especialmente divertido para os jogadores novos que adoram customizar seus personagens. Minha esposa ficou simplesmente viciada nesse modo.

O Netcode, juntamente com o Crossplay, garante uma vida longa ao título e tenho esperanças de que ele continue crescendo cada vez mais. Parabéns à equipe de desenvolvimento pelo excelente trabalho. Fico feliz por ter tido a chance de experimentar esse jogo que esperei tanto e ainda pretendo jogá-lo por muito tempo.

Gostaria de agradecer a Capcom por disponibilizar a cópia para resenha, contudo isso não teve peso nenhum em minha análise.

Street Fighter 6 foi lançado dia 2 de Junho de 2023 e está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC.

Logo de Street Fighter 6

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